Todo dia Cedo o Relógio desperta, e eu numa puta canseira que se ta ligado dormir tarde e acordar cedo é foda, ai eu me Lembro daquela musisa dos Racionais que é pra reflexão, mais aí nossa reflexão:
Vamo acordar, vamo acordar, porque o sol não espera demorou, vamo acordar,o temponão cansa ontem a noite você pediu, você pediu.... uma oportunidade,mais umachance, como Deus é bom né não nego?? Olha aí, mais um dia todoseu, que céuazul louco hein? Vamo acordar, vamo acordar, agora vem com a suacara, sou maisvocê nessa guerra, a preguiça é inimiga da vitória, o fraco nãotem espaço e ocovarde morre sem tentar. Não vou te enganar, o bagulho ta doidoe eu nãoconfio em ninguém, nem em você, os inimigos vêm de graça, é aselva de pedra,eles matam os humildes demais, você é do tamanho do seu sonho, fazo certo,faz a sua, vamo acordar, vamo acordar, cabeça erguida, olharsincero, ta commedo de quê? Nunca foi fácil, junta os seus pedaços e desce pra arena, maslembre-se: aconteça o que acontecer nada como um dia após outrodia."
Truta levanto no gás junto com meu grande parceiro de todas as horas meu irmão, na porta do quarto minha Mãe que já esta de pé e na maior disposição. Essa merece aplausos, flores e o que estiver de Maravilhoso no mundo para ela, minha FONTE DE INSPIRAÇÃO. Ai eu já to na maior disposição e saio pro mundão Feliz porque eu sei que o futuro nos aguarda e truta agente não tem que ter medo de ir pra cima dos nossos objetivos se agente ta nesse mundao de Deus demoro vamos com fé.Chego no trem maior satisfação la está o conhecido Bonde do Mangue, to chegando e o Mano Charles me recebe com um abraço ai esse menino é de ouro a história dele eu conto logo mais em outra oportunidade mas ai eu já adianto é lição de vida.Na quebrada é só final de semana, mas aí o que eu falo pra cada irmão da quebrada que ta direto comigo, que é preciso estudar buscar seus objetivos porque a hora é essa não tem depois vai que você é forte ai aproveita essa força e não sem apega no material que isso é só emoção.Vai atrás do seu do nosso faz o certo, corra pelo certo. Acima de tudo ajuda quem precisa.Mano falo mesmo e não me canso de falar e vou falar sempre:O coitadinho de hoje foi o preguiçoso de ontem. Esses trombei o Igor na quebrada outro truta firmeza pura, já passou vários venenos no passado mas hoje ta firmão e ele me diz: Me dá uma assistência na matéria de filosofia. Vixi nem pensei duas vezes pode contar comigo falou de estudar e precisar de mim to envolvido.Ele buscou o caderno ai veio a pergunta que não só eu mas todos devem refletir:Por que os fins justificam os meiosPor que os meios justificam o fimNa hora já me veio a mente várias idéias mas fiquei com a principal, que move tanta gente pra miséria, intriga na familia, fome guerra tudo isso por causa desse Capitalismo que vivemos. Que deixa nós pobres cada vez mais miseraveis Marx nos falou isso há tempos hoje mais do que nunca o que movimenta esse mundo é o dinheiro. Os meninos sai no mundao iludido com roubo, trafico e isso não os leva a lugar algum truta, e isso É O MEIO JUSTIFICANDO O FIM em busca de coisas materiais o ser humano se transformou em um monstro sem coração ai quem sofre os meninos da quebrada que já esqueceu os valores e tmbé foi tomada por issoMas ai terminamos o questionario vo pra casa e fico naquelas viajando e começo ler o ROTA 66 que vai ficar pra uma próxima oportunidade.Salve irmãos o que eu falo vem do coração
sexta-feira, 9 de março de 2007
sexta-feira, 2 de março de 2007
Salve Rapa de Guaianases Cheguei Agora vou Mandar a Real Mesmo
To mandando um salve pra todo mundo que entrar no NOSSO Blog. Porque é o seguinte estou aqui pra falar da NOSSA realidade dos meus guerreiros e guerreiras de Fé aí fiquem a vontade pra sugestão, critica e o que vier na mente. Aqui vou contar várias cenas que acontecem na Iguatama, no Trenzão indo pro Trampo (sempre ultimo vagão) e na minha vida e em tudo, mais aí tudo isso é querendo que todos vejam como é o dia-dia da vida de um mano da Periferia pra que injustiças acabem vou lutar como Ferrez (Capão Redondo), Mano Brown (Racionais), Paulo Freire (Grande Alfabetizador), Che Guevara e mais muitos e muitos outros que mudaram e mudam e lutam para que seja mudada a Realidade Cruel que esse sistema nos remete.
Ai sem mais Palavras apresento como presente nessa inauguração um TEXTO de Ferrez em uma outra oportunidade eu falo mais do primeiro encontro com a Literatura Marginal (Escrita da Periferia)
Ai meus parceiros e parceira fiquem com o texto não estranhem se vocês se identificarem com o texto mais o barato é real.
Ai vai:
O esquema tá mil grau, meia noite pego o ônibus, mó viagem de rolê prá voltar, o trampo nem cansa muito, o que mais condena o trabalhador é o transporte coletivo. Muita gente no banzão, muitas de maquiagem pesada, mas muitas também com os cadernos no braço, mulher de periferia é guerreira, quero ver achar igual em outro lugar.
O plano vai bem, dois manos de cadeira de rodas no final do Capelinha, um outro de muleta, um cego entra logo depois, essa porra é ou não é uma guerra?
Os pés descalços, sujos como a mente da elite, o plano vai bem, todos resignados, cada um, uma seqüela, chamados desgraçados, nunca tem no bolço o dobro de cinco, nunca passaram na rua da Confluência da Forquilha, e se passaram, pararam, entraram nos apartamentos, fritaram rosbife, prepararam lindos pratos e em casa nem o ovo é esperado, cuidam da segurança dos outros e em casa nem isso sonham Ter.
Não me admira que o plano funcione, os pensamentos são vadios, afinal essa é a soma de tudo, quem? O rei do ponto? Esse tá sossegado só contando o dinheiro, informação? Não! O povo é leigo, não entende, então não complica, o assunto na favela só Casa dos Az`tistas, discutir na favela só se o Corinthians é campeão ou não, nada contra sabe, mas futebol não é arte, futebol é bola e homens correndo. Prá mim num pega nada, desculpa quem gosta disso mas é simples, é a regra da vida em simples lances, eu quero mais, quero regras complicadas, quero traços que tragam uma época que talvez não vivi, mas sinto, quero palavras que gerem vida, desculpa aí meu, mas eu não gosto disso aí, prá mim nunca vogô nada, nunca entendi, nunca participei, só sei que muitos que gostei morreram por isso, mas nunca entendi porque morrer por isso.
O meu povo é assim, vive de paixão, o ideal revolucionário também é pura paixão, muitos amam Lucimares, muitos amam Marias, Josefas, Dorotéias, e na transubstanciação da dor um tiro mata um empresário no posto, o plano funciona.
E quer saber?
NINGUÉM É INOCENTE EM SÃO PAULO.
Somos culpados.
Culpados.
Culpados também.
O mundo em guerra e a revista Época põe o Bam Bam do Big Brother na capa, mas que porra de país é esse?
Ah! É verdade o plano funciona.
Tô no buzão ainda e um maluco me encara, vai se foder, você é meu espelho, não vou quebrar meu reflexo, mas a maioria quebra, faz o que o sistema quer.
Quem gera preconceito é só quem tem poder, um sem o outro não existe, o ônibus balança que só a porra, tenho até desgosto de continuar a escrever, mas comigo o plano não funciona.
Finalmente o ponto, a porta abre bruscamente, desço, todo mundo no pau, o motorista mal espera descer e sai em disparada, ando até em casa, já tá serenando, pizzaria aberta: - Chega aí Ferréz!
Vô não irmão, tenho que resolver algumas coisas, chego em casa, deixo a bolça pego o livro do Dr. Lair Ribeiro, tenho vontade de rasgar, mas vou deixar lá na biblioteca, deve servir prá alguém sei lá, vai saber, tem louco prá tudo né não? Pego o Memórias de um Sobrevivente do Luiz Alberto Mendes, isso é livro de verdade, começo a folhear, decido ir prá casa do André, vou cerrar um café por lá mesmo, um outro, o meu antigo parceiro pipocou, me decepcionou, se entregou por pouca coisa, que se foda então, fica perto de fraco dá fraqueza, subo a rua, chamo, ele aparece e diz que tá indo prá casa do Duda, decidimos ir, chegamos lá, a Dona Gêni já começa a fazer o café, a gente senta no confortável sofá da sala, a Mel vem brincando, que cachorrinha da hora, a Fabiane liga a tv e o plano começa funcionar de novo.
Ai sem mais Palavras apresento como presente nessa inauguração um TEXTO de Ferrez em uma outra oportunidade eu falo mais do primeiro encontro com a Literatura Marginal (Escrita da Periferia)
Ai meus parceiros e parceira fiquem com o texto não estranhem se vocês se identificarem com o texto mais o barato é real.
Ai vai:
O esquema tá mil grau, meia noite pego o ônibus, mó viagem de rolê prá voltar, o trampo nem cansa muito, o que mais condena o trabalhador é o transporte coletivo. Muita gente no banzão, muitas de maquiagem pesada, mas muitas também com os cadernos no braço, mulher de periferia é guerreira, quero ver achar igual em outro lugar.
O plano vai bem, dois manos de cadeira de rodas no final do Capelinha, um outro de muleta, um cego entra logo depois, essa porra é ou não é uma guerra?
Os pés descalços, sujos como a mente da elite, o plano vai bem, todos resignados, cada um, uma seqüela, chamados desgraçados, nunca tem no bolço o dobro de cinco, nunca passaram na rua da Confluência da Forquilha, e se passaram, pararam, entraram nos apartamentos, fritaram rosbife, prepararam lindos pratos e em casa nem o ovo é esperado, cuidam da segurança dos outros e em casa nem isso sonham Ter.
Não me admira que o plano funcione, os pensamentos são vadios, afinal essa é a soma de tudo, quem? O rei do ponto? Esse tá sossegado só contando o dinheiro, informação? Não! O povo é leigo, não entende, então não complica, o assunto na favela só Casa dos Az`tistas, discutir na favela só se o Corinthians é campeão ou não, nada contra sabe, mas futebol não é arte, futebol é bola e homens correndo. Prá mim num pega nada, desculpa quem gosta disso mas é simples, é a regra da vida em simples lances, eu quero mais, quero regras complicadas, quero traços que tragam uma época que talvez não vivi, mas sinto, quero palavras que gerem vida, desculpa aí meu, mas eu não gosto disso aí, prá mim nunca vogô nada, nunca entendi, nunca participei, só sei que muitos que gostei morreram por isso, mas nunca entendi porque morrer por isso.
O meu povo é assim, vive de paixão, o ideal revolucionário também é pura paixão, muitos amam Lucimares, muitos amam Marias, Josefas, Dorotéias, e na transubstanciação da dor um tiro mata um empresário no posto, o plano funciona.
E quer saber?
NINGUÉM É INOCENTE EM SÃO PAULO.
Somos culpados.
Culpados.
Culpados também.
O mundo em guerra e a revista Época põe o Bam Bam do Big Brother na capa, mas que porra de país é esse?
Ah! É verdade o plano funciona.
Tô no buzão ainda e um maluco me encara, vai se foder, você é meu espelho, não vou quebrar meu reflexo, mas a maioria quebra, faz o que o sistema quer.
Quem gera preconceito é só quem tem poder, um sem o outro não existe, o ônibus balança que só a porra, tenho até desgosto de continuar a escrever, mas comigo o plano não funciona.
Finalmente o ponto, a porta abre bruscamente, desço, todo mundo no pau, o motorista mal espera descer e sai em disparada, ando até em casa, já tá serenando, pizzaria aberta: - Chega aí Ferréz!
Vô não irmão, tenho que resolver algumas coisas, chego em casa, deixo a bolça pego o livro do Dr. Lair Ribeiro, tenho vontade de rasgar, mas vou deixar lá na biblioteca, deve servir prá alguém sei lá, vai saber, tem louco prá tudo né não? Pego o Memórias de um Sobrevivente do Luiz Alberto Mendes, isso é livro de verdade, começo a folhear, decido ir prá casa do André, vou cerrar um café por lá mesmo, um outro, o meu antigo parceiro pipocou, me decepcionou, se entregou por pouca coisa, que se foda então, fica perto de fraco dá fraqueza, subo a rua, chamo, ele aparece e diz que tá indo prá casa do Duda, decidimos ir, chegamos lá, a Dona Gêni já começa a fazer o café, a gente senta no confortável sofá da sala, a Mel vem brincando, que cachorrinha da hora, a Fabiane liga a tv e o plano começa funcionar de novo.
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